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quarta-feira, julho 18, 2018


#101em1001: a carta

Sonhei com você ontem. Já perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu. Mudam uns detalhes -desta vez, por exemplo, você estava mais jovem, com o cabelo mais escuro, o nariz menor - mas, em essência, é sempre o mesmo sonho aliviador da constante tensão que eu ainda não consegui descarregar inteira: um encontro onde eu te abraço e sou perdoada por uma falta que nunca cometi.

Talvez porque as coisas estejam se encaminhando tão bem, talvez porque não exista felicidade desvinculada de culpa, ou talvez porque o inconsciente seja um mistério insondável e perigoso, sempre pronto para trazer à tona o que julgávamos submerso em invencíveis camadas de esquecimento e conformação. Por uma razão ou por outra, de tempos em tempos compareço ao nosso encontro e desempenho o mesmo ritual de te ver, me emocionar, te abraçar bem apertado e falar tudo o que morria de vontade de dizer para além da licença onírica. Que estamos todos bem, que fizemos o nosso melhor, que algumas daquelas escolhas foram uma frustração, mas que outras foram certeiras, e ainda tem uma fofoca quente, te contei?

Aí eu acordo, e perco o gancho. Não contei nem vou contar, porque não nos falamos mais.

Então penso em você com a saudade de um morto perdido num acidente estúpido.

Com a tristeza de um tchau pela janela.

Com a explosão sem fôlego de uma injustiça irreversível. "Não adianta" é a expressão mais plúmbea jamais proferida em língua portuguesa.

Levanto pra começar o dia com a ausente sensação do muito que já não tenho mais.

Mas, intacto, está todo aquele enorme amor.

domingo, julho 08, 2018


Esses dias ♥













































segunda-feira, julho 02, 2018


Julho!

Metade do ano que vem sendo maravilhoso e infernal em nuances curiosas. A sensação é de que alguma entidade sobrenatural está realmente olhando por mim enquanto eu estou ocupada agindo da maneira mais subversiva e inconsequente possível, em vista das circunstâncias. 

Como o I Ching gosta: nenhuma culpa, hahahaha. 

Sentindo aquela quase preguiça que antecede as grandes mudanças, mas eu tou aqui pra mais. Muito mais. Uma vontade de reler todos os livros que eu gosto ao mesmo tempo, de comprar outros novos, de sair pra correr mesmo sabendo que me fode os joelhos, de voltar a pintar o cabelo agora que ele respira um pouco de vida saudável. Dizendo sim para todas as propostas mesmo saindo de casa às 08h e voltando às 20h. 

Depois volto com as imagens. Os cenários dessa primeira fatia de 2018 eu certamente vou querer relembrar.

quarta-feira, junho 13, 2018


E já passou um ano!!

Nem acredito! 

Foi corrido, mas deu pra ir em São Paulo rapidinho participar da festinha de aniversário da Olívia e do Gabriel e matar um pouquinho a saudade. Além de apertar muito esses gostosos e falar bem no ouvidinho deles que são os sobrinhos mais amados do mundo. Que esta tia é capaz de tudo por eles. 

Fui e voltei naquele pseudo-confortável ônibus leito pensando sobre tanta coisa. Aliás, repensando.

E fui dar uma paquerada na minha lista de 101 coisas em 1001 dias. Tomei um susto com a quantidade de coisas lá que não me interessam mais - não mesmo! Impressionada de ver o quanto mudei em tão pouco tempo, nem pra melhor nem pra pior, só diferente, o que serve pra ligar o alerta com decisões que envolvam situações de certa perenitude, palavra que não existe mas que tinha que existir pra eu poder me expressar direito nessa frase. Definitivamente, o definitivo não é pra mim. 

Tive um insight bem pauleira mas que foi um insight, e não uma invenção. Coisas que já estão aqui, quer eu queira, quer não queira olhar para elas. Estão aqui e estão incomodando, como uma pedra no rim que se não sair por bem vai ter que ir por mal. 

E vai ser por bem.

Porque sim. 

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Estive bem mal. Triste de um jeito sem horizonte, com perda de muitas referências importantes, sustentáculos de uma organização psíquica saudável. Achando desgastadas todas as antigas fórmulas de como-sair-instantaneamente-de-uma-bad que colecionei durante as muitas raladas na brita que já dei nesses verdes anos de vida.

Na segunda-feira saí de uma consulta médica e vim andando a pé pela Olegário. Parei na frente da casa da Lara e liguei, com muitos por cento de certeza de que ela não estaria lá. Mas estava, e atendeu, e entrei aos pedaços com minhas lágrimas pra sair, uma hora e meia depois, inteira e feliz de novo. Além de termos tomado, juntas, esse tchai maravilhoso que a mãe dela fez.

E foi isso!

Às vezes tudo o que a gente precisa pra mudar radicalmente um estado de espírito é uma sequência improvisada de acontecimentos nos quais uma grande amiga esteja envolvida. 


domingo, maio 27, 2018


Gente! Acabei de ler a biografia do Bruce Dickinson semana passada, e estou em estado de grave e hipnotizante fascinação até agora. Periga o abastecimento de combustíveis no Brasil ser normalizado antes de mim - até porque, achei no youtube a versão em audio narrada por ele mesmo e já já estou me recolhendo com o ipad para ouvir até o despertador tocar avisando que é hora de ir pro job. Mas antes, generosa que sou, venho aqui trazer umas breves considerações pra vocês. 

Primeiramente, recomendo cautela ao abrir esse livro, que foi lançado na Inglaterra no dia do meu aniversário (gente, ele me provoca) e que começa com uma narrativa linear de sua infância e adolescência, contando passagens hilárias sobre as travessuras de moleque, as esquisitices familiares e o tempo de faculdade. Foram vários oinnnn de identificação ao ouvi-lo dizer que era uma criança solitária (eu também) que passava horas na biblioteca sonhando acordado (eu tambéinnnn) e que tirava notas medíocres na escola porque não se dedicava a nada que não fosse do seu interesse (esse cara sou eu). Fica meio morno nas partes em que ele integrou as forças armadas e suas primeiras bandas, porque, como bofe hetero que é, ele se estende confortavelmente nos detalhes sobre armamentos, equipamentos e sagas heróicas em batalhas e nos palcos, mas quando chega no show do Rock in Rio, no Brasil, você já está querendo lamber a cara dele (nota rápida: pra quem, como eu, já assistiu esse show uns milhares de vezes, aqui tem uma resenha ótima, vão lá ver). No capítulo em que ele chuta o balde e vai treinar esgrima, tirar brevê de piloto e larga o Iron Maiden a gente já se pega pesquisando pra ver se nosso signo combina com Leão, e quando ele baixa em Sarajevo pra fazer um show pra galera no meio da guerra a epifania é total. No final, um câncer na língua derrotado e um retorno à permanente curiosidade de quem quer saber pra que servem todos os botões do painel.

Sério, pessoal, que personalidade incrível. Que cara único, que homão da porra!! E não é só porque ele é formado em História, canta, compõe, atua, escreve, performa, leciona, pilota jatos, maneja espadas, ministra cursos de empreendorismo, faz apresentações em áreas de guerra e ações sociais e lidera (desculpa, Steve Harris) a maior banda de heavy metal do mundo, não: além de ser absolutamente foda em tudo o que faz, ele ainda tem um senso de humor delicioso, tira sarro de si próprio o tempo todo, e o melhor de tudo: é um gentleman, não fala mal de nin-guém. Em hora nenhuma, de modo algum. O mais perto que ele chega disso é narrar fatos com as notas certas de sarcasmo e elegância, sem nenhuma fumacinha de rancor ou de mágoa, o que só faz ressaltar a monumental volumetria de sua autoestima. Tão classudo que, numa entrevista, foi chamado de the sexiest man alive e apenas desconversou, com aquele sorriso lindo entre covinhas.

Tem mais essa, senhoras e senhores: como se não bastasse, ele ainda é (foi e continua sendo) devastadoramente charmoso, com uma beleza que é tudo menos óbvia. Um quê de homem das cavernas cheio de testosterona, com clima de rei da selva, mas ostentando cabelos sedosos de moça, em suave contraste. E, enquanto todos os garanhões do rock choram humilhados num cantinho, corre na internet a fofoca maldosa de que o câncer de nosso herói foi causado por excesso de sexo oral, coisa que ele não afirmou mas tampouco apareceu negando.

Ao fim da leitura, a sensação é de êxtase total, tanto pela impressionante coletânea de talentos desse canivete suíço humano quanto pela capacidade dele de ir fundo em tudo. Ele parece sentir um permanente tesão pela vida e pelas suas possibilidades, da música à esgrima, da aviação à cerveja, e penso que tá aí a razão do seu absurdo sucesso. Dickinson não poupa nada de si, e, em meu sensível sentir, tem noção de que desperta em nós, fãs, uma paixão possessiva e feroz. Em nenhuma das 384 páginas do livro ele fala sobre esposas, filhos nem nada que possa nos demover, por um minuto que seja, da ideia de que ele é um crush só nosso, livre e desimpedido, com quem podemos sonhar à vontade, vez que ele não só continua lindo como ainda pretende fazer mais shows pelo mundo no ano que vem. É bem verdade que no posfácio ele explica que deixou de lado informações pessoais para que o livro não ficasse volumoso demais, que quis focar nas histórias que fossem mais do interesse dos fãs e bla, bla, bla, mas tenho certeza que ele, no fundo, no fundo, só quis ser respeitoso com nossos pobres corações estraçalhados. Não sapatear no nosso já consumado desgraçamento de nunca termos sido carregadas por ele no cangote, que nem o sortudo do Dave Murray naquele show de 1985. Obrigada, princezo, agradeço me poupar desse desgaste ♥

Se corta, Rodrigo Hilbert
Meanwhile, atravessando dias de ansiosa expectativa pelo frio e pelo retorno da propalada vida normal, o que envolve mamãe de volta de São Paulo, almoços na hora certa, treinos regulares de segunda a sexta e posturas de yoga ao despertar, para pacificação do corpo e da alma. 

Daqui a pouco tem copa do mundo, e como o flash mob coxinha jogou a camisa canarinho no lago do fedor eterno, estou sem ideia de como me vestir para as celebrações. Talvez uma camisa vermelha escrito Lula Livre? hm, boa.

Agora, pausa para um chá e para mais uma olhadela na manifestação dos caminhoneiros lá fora. Que consigam êxito nas suas reinvindicações, e que este seja o começo de uma revolução que já tamo passando da hora de fazer.


sábado, maio 12, 2018


* É maio! mês que eu mais gosto. Tempo em que os dias começam a ficar deliciosamente frios, e as noites, geladas. Melhor fatia do ano.

* Acabei de chegar de São Paulo, onde como sempre sou a pessoa mais feliz do mundo. Olívia e Gabriel estão lindos, espertinhos, passou a fase das doencinhas e agora só engordam, crescem e brotam dentinhos. Ando com eles na cabeça o dia todo, o tempo inteiro.

* Perdi uma amiga, que eu amo verdadeiramente e que vinha sendo parte muito presente da minha vida. Mas o preço que sempre paguei por essa amizade - e que nunca foi barato - chegou finalmente ao último vintém das minhas reservas. Ainda me pego triste, olhando os presentinhos que trouxe pra ela de Veneza, e dos quais ela nem quis saber: afinal, eu cometi o imperdoável erro de fazer, com a minha própria vida, algo que ela tacitamente "desaprova". Tá doido. Nenhuma relação vale a pena quando impõe, como condição absoluta de existência, a assunção integral de todas as determinações do outro. Quando exige, de você, a supressão do seu eu. Bem, segue o baile.

* Fechou-se uma porta, mas abriu-se uma janela. E a vista é convidativa e linda. 

* Tive uma surpresa maravilhosa. Ainda é cedo para comemorar de verdade, mas foi uma surpresa feliz e que me trouxe de volta afetos que eu julgava perdidos, por uma série de razões. Os dias estão muito, muito mais leves de se viver. Até os meus sonhos vêm refletindo isso.

* Martina, a filhinha do Rapha, está linda e saudável depois de passar por um nascimento prematuro e dias delicadíssimos na UTI neonatal. Já nos olhamos nos olhos e tenho certeza que passei, para ela, o recado: vamos ser grandes amigas nesta vida.

* Decidido: me convenci de que o papel de parede de tijolinhos é a melhor solução para a parede da sala. 

* Cortei a franjinha mais curta que já usei desde a infância e estou com cara mesmo de índia. Agora entendo minha ex-sogra portuguesa, que sempre me dizia isso.

* Quanto ao inverno, dizem que será o mais frio dos últimos 100 anos. 

* E que tal essa cortininha de crochê?



Oun ♥ 

Dear Bruce. Amo esse cara. 

Maravilhada lendo a super bem-escrita autobiografia dele, neste sabadinho gostoso de outono.

domingo, abril 22, 2018



#101em1001: Itália - Assis

Não é que eu tenha amado Assis, eu simplesmente tive a sensação de que não sabia o que era AMOR até pisar nesse lugar. Exatamente quando a gente se apaixona por um homem e jura, de pé junto, que daquele jeito, nunca antes. 

Fato é que esse 09 de abril entrou para o top 5 dos dias mais felizes que eu já vivi, em 40 anos de vida. Foi um concentrado de maravilhas tão profundas, e tão próximas da perfeição, que... quero contar tudo aqui pra nunca me esquecer. Para andar de mãos dadas com essas memórias pra sempre. 


Acordamos às 06:30h, porque o trem de Florença para Assis partiria às 08:02h. Pedimos à nossa amada Maria, gerente do hotel, para tomarmos o café antes do horário normal (lá, a colazione era só a partir das 07:30h) e saímos, num friozinho de uns 17 graus com chuva, que eu de início achei que iria acabar com o programa mas que aaaah - mais pra frente eu conto.  




A viagem foi meio longa, umas 3 horas quase, passando por várias cidadezinhas bem sem charme, apesar dos nomes (San Giovanni Valdarno, Arezzo, Peruggia), e quando chegamos à estação, tivemos que pegar um táxi até a parte histórica da cidade, que fica no alto de um morro. Graças à previsão da nunca assaz citada Maria, levei emprestada uma sombrinha de plástico pequena, que segundo ela, as lojas de alta costura da Itália dão de brinde aos clientes ricos (kkkk) e que salvou o passeio: choveu praticamente o tempo todo, uma chuvinha fina e gelada, tipo garoa. 

Na foto acima, a caminho da basílica de São Francisco de Assis, Maridaço é abordado e estabelece laços de sincera fraternidade com o garçom simpaticíssimo, oferecendo amostrinhas de algo certamente maravilhoso mas que não cheguei a degustar.



 Na basílica, mesmo, ficamos pouco. Apesar de, por dentro, ser a mais linda de todas as igrejas em que entrei (e a única que me emocionou de um jeito positivo), respeitei, de coração, as ordens para não fotografar, em especial a cripta onde está enterrado o Santo. Depois, descemos para explorar a cidadezinha mais bonita da Itália e do mundo. 

Ah, cumpre registrar que Assis tem um jeitinho meio Tiradentes de mesclar requinte estético, austeridade sacra e charme histórico com artesanato local inacessivelmente caro, além, é claro, de incontáveis lojinhas de souvenirs como essas atrás de mim, onde comprei bem menos lembrancinhas do que gostaria (é muito amor pra pouco euros, sfortunatamente). Mas em nome da sobrevivência, acabei comprando a écharpe verde na qual me enrolei ali embaixo, e o Rodrigo, uma touca. O frio estava a cada minuto mais maravilhoso, pena que eu é que tava vestida inadequadamente.



A benfazeja sombrinha de prástico, a quem devo tudo

Sim, que a tia mandou bordar na hora pra ela



Esse capuccino, além de delicioso, fez voltar à vida meus dedos paralisados de hipotermia





Lá pelas três da tarde paramos pra almoçar. Pedi o prato do dia, uma lasagna al funghi, a essas alturas já ciente de que qualquer prato que se pede na Itália, em qualquer restaurante que não seja birosqueta, está fadado a ser divino. Como meu celular estava com a bateria criticamente baixa e eu, com uma fome de dar vertigem, não fotografei aquele que se revelou o prato mais maravilhoso que já saboreei até o presente domingo, 22 de abril de 2018. Sem exagero: foi a melhor coisa que já comi na vida. 

Almoçamos e fomos andar mais pela cidade, depois visitar a igreja de Santa Chiara. 






A controvertida touca de pompons, que ao fim e ao cabo me preservou as orelhas sem prejuízo reputacional


Corpo incorrupto de Santa Chiara, como dizem na Italia
Vocês devem reparar que, nessas fotos de viagem, tirei muito poucos registros de pessoas locais. Sinto um misto de acanhamento e respeito em excesso, porque sei que para a maioria é desconfortável ser fotografado, quanto mais por estranhos. Mas, agora, tenho dó de não ter tirado uma fotinho com o frei incrivelmente doce e amável que nos recebeu, nessa igreja, e que foi tão prestativo ao nos informar que logo ali abaixo estava a casa onde São Francisco de Assis nasceu. Amigos católicos, não vos ofendeis, mas de todos os cerca de 30 padres que vimos na Itália, apenas 2 foram fofos, queridos e generosos conosco. A maioria, carrancuda e ranzinza, exsudava rejeição e desprezo, senão pela humanidade como um todo, certamente pelos gringos em situação de turismo. 

Seguindo, portanto, as orientações daquele santo homem, viramos uma esquininha, à destra, e logo abaixo encontramos o umbral da Casa Paternale, e duas salas, cada uma com um altar. 


Sniff, emocionei sim



Não sou - não sou mesmo! - aquele tipo de turista escrotinho que veste a pretensão de ser um local e reclama de ter que esbarrar com japoneses, hispânicos e principalmente brasileiros, nos lugares que visita. Mas devo reconhecer a maravilha que foi ter Assis só pra nós. Não sei se foi a dobradinha de frio e chuva, mas sei que a cidade, à tarde, estava deserta, a ponto de estarmos sozinhos, eu e o Rodrigo, nesse lugar sagradinho e certamente cobiçado por tantos devotos. Entrei, sentei num banco e fiquei sozinha observando a chama da vela, as pedras das paredes, ouvindo aquele farfalhar da chuva nas folhas. Não é possível, pensei. Caramba, estou só e em silêncio na casa onde São Francisco nasceu! Nunca imaginei que teria esse instante na vida.

Pensei na coleção de imagens dele que minha mãe tem na sala, e chorei. 

Pensei na história que dele contam, em sua devoção à natureza e aos animais, na carinha da Nala.  Na minha amiga Andréia, acumuladora de gatos, na Giane, com seus cachorrinhos, e quis muito que elas um dia pudessem estar naquele mesmo lugar, sentindo aquele mesmo abraço sobrenatural. Como a cidade é toda inteiriça, feita de pedras grandes, foi difícil achar alguma pedrinha solta do chão para levar de lembrança, então peguei dos pés de uma planta, que estava na porta da casa. Trouxe uma pra cada uma dessas amigas que podem até não ser as mais próximas que tenho, mas que por algum motivo especial, foram as que me vieram à mente e ao coração naquele momento.

Quanta gratidão, gente ♥

E já hora do chá da tarde:










Postal cheio de amor para a sede da Polícia Federal em Curitiba ♥ #LulaLivre 



Último close às seis da tarde, esperando o táxi para a ferrovia. Pegamos o último trem para Florença, que saía às 19:12, com a certeza de que vamos voltar sim, pelo menos mais uma vez. Ah, vamos.