Sexta-feira, Janeiro 15, 2010



Achados e perdidos

Fiz uma breve listinha do que entrou e do que não entrou comigo em 2010, querem ver?

Ficam:

* O hábito de chupar uma laranja, em jejum, antes do café-da-manhã. Desperta o corpo e prepara seu apetite para ficar satisfeito com uma porção minimalista de comida.

* As playlists com Pixinguinha, Demônios da Garoa e Cartola. Diana Ross, Tina Turner e Sade.

* Todd. Óbvio.

* Mini xícara de café com leite Ninho às onze da manhã. peguei esse TOC enquanto estudava pro TRT, e ajuda mesmo a sobreviver à fome da hora antes do almoço.

* Sanduíche de frango com ameixa. Toda vez que peço um sabor diferente, me arrependo.

* Juiz de Fora. Óbvio.

* O costume de deixar qualquer um "vencer" uma discussão na qual eu tenho certeza de estar certa. Foi a atitude mais anti-age que eu já adotei na minha vida.

Saem:

* Meu horário de verão. Definitivamente, aproveitar a manhã no clube e reservar tarde e noite para estudar não está dando certo. O dia há de começar com uma enorme e compacta sessão de leitura e escrita. Senão, não rende.

* Bolsas velhas. Depois das Kipling deslumbrantes que eu ganhei no Natal, coitadas das artesanais de pano.

* Esmalte dourado. Amo tanto, mas destrói as unhas com eficiência. Enquanto estiver moreninha, vou de leite de coco, renda, pétala branca.

* Sorvete todos os dias. Está começando a ficar visível.

* Paciência Spider. OK, só enquanto eu estiver no telefone. Mas enquanto a página não carrega, vou pular corda, alongar os deltóides, qualquer coisa. Menos jogatina.

* Escova todo dia. Se tiver que sair depois da malhação, no máximo uma touca.


* Ansiedade extrema. Não perderei a calma nem mesmo com meu namorado parando o carro em todo sinal amarelo, quando a gente tá atrasadíssimo.

Entram:


* O Carreiras Trabalhistas do Damásio. Daqui só saio empossada, amém.

* Paredes cor de pêssego, na casa inteira.

* Dietinha que a nutricionista me passou e que eu nunca fiz porque ainda não havia completado 32.

* Água com gás. No lugar de refrigerantes light e diet, todos andam me dando dor de cabeça ultimamente.

* Dexter. Não sei se fica. Ainda estou viúva de House.

* lápis marrom nas sobrancelhas.

* Ficha nova de musculação, que o meu professor querido Rafael Bad preparou pra rodar meu relógio biológico ao contrário.

* Egoísmo saudável. Meu Pai avisou que se deve amar ao próximo como a si mesmo. levei um susto com essa interpretação que eu nunca havia feito.

Sexta-feira, Dezembro 25, 2009



Faxina pré-2010: Eu bem que vinha me precipitando ao comemorar 2009 antes de Novembro chegar. Este fim-de-ano tá tudo menos paz e amor. Não falo só de mim. Bloggers criativos sem postar, chuva estragando caminhadas, baixa concentração nos meus estudos, sensação de descarrilhamento com gente relativamente jovem enfartando no chuveiro ou comendo veneno de rato pra sair de cena. Pessoas que eu nem conheço, outras próximas ou só mesmo queridas, ainda que de longe. Mas todas no mesmo zeitgeist, donde recebo, daqui, os efeitos colaterais de uma época muito esquisita.

Porque tão estranho quanto essas mortes é José Alencar estar vivo até hoje, ele, Niemeyer, Dona Canô e a gata siamensa que eu dei pro Rodrigo Itaboray em 1994. Que emplaquem o próximo ano com saúde e felicidade, quem sabe estão aí representando a esperança que morreu com a purpurinização de Michael.

2009 foi Labirinto, a terra onde nada parece ser o que é. E, é bom que se diga, eu prefiro as coisas nos seus devidos lugares. Talvez por isso tenha sentido tanto os golpes que Juiz de Fora sofreu com a demolição de casarões antigos, com o fechamento de lojas tradicionais do nosso comércio, e - isso também é um sintoma - com a barata que eu achei passeando em cima de um brigadeiro na casa de doces Brasil. Para quem não é daqui: é como se um carioca achasse um rabo de lagartixa dentro da coxinha de galinha da Confeitaria Colombo.

No ano que vai vazando, esses e outros símbolos importantes do meu caos psíquico foram depredados sem dó, e isso tem um preço. Não entrei em depressão, mas que ela bateu na minha porta com insistência, isso bateu. Só quem já teve uma crise de pânico sabe o quanto é difícil raciocinar quando a vida parece estar toda suspensa num fio de linha.

Ah, mas querem saber??? CHEGA. Putaquepariu. Este ano teve pelo menos uma coisa muito boa, e se me permitem, vou decotar essa fatiota pra estocar na memória e jogar o resto no lixo. Sofrimento traz aprendizado, amadurece, mas eu dispenso. Prefiro continuar imbecil, mas sem lembranças desagradáveis roendo a graça dos meus dias.

Nesse trabalho de juntar caquinhos, vou-me embora pra 2010 com pouca coisa na bagagem, o que acaba sendo bom: mais espaço para o novo.

E vamo que vamo.

Domingo, Dezembro 06, 2009

Benjor e Fio Maravilha, antes da saia mais justa que uma homenagem já causou

Ainda sob o forte impacto de minha recém-adquirida cultura futebolística, lanço a enquete: que mistério insondável justifica o fato de QUALQUER HOMEM, seja ele rico ou pobre, culto ou ignorante, ocupado ou unemployed, saber ABSOLUTAMENTE TUDO o que está se passando no campeonato brasileiro, inclusive detalhes de partidas que comprovadamente não assistiram, novos jogadores e suas performances, dirigentes e suas pilantragens? COMO podem ter controle militar sobre tudo isso?

Pra citar o exemplo. Rodriguinho passa o dia comigo, portanto sei que sua rotina não inclui o acompanhamento obsessivo de tudo o que se passa nos campeonatos. Não faz a menor questão de assistir ao futebol de quarta, sábado e domingo, quando muito vê os resultados no Fantástico. Mas sabe DETALHES que nem quem esteve no estádio Pescou. Como pode ser possível???

Meu pai é outro. Morria de pena do meu tio flamenguista doente, como se estivesse diante de um quadro clínico psiquiátrico, de um esquizofrênico, um histérico. Mas certa feita o flagrei xingando o técnico pela escalação do Belleti. Não imaginava nem que conhecesse o tal Belleti muito menos que já tivesse contra ele um dossier pronto.

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Curiosidades à parte, é bom ter um blog próprio pra desabafar num dia de final de campeonato. Como disse no post anterior, A Dança dos Deuses já me esclareceu o suficiente pra eu não me culpar mais pela minha antipatia pelo mengão. Então confesso: como são chatos os flamenguistas. Que gente mala! Arrogante, presunçosa! Até os mais contidos andam perdendo a noção com essa contação de vantagem na véspera (o Uruguai de 1950 não ensinou nada a esse povo?). Que não sei se traduz o pavor de deixar escapar o título ou a ansiedade por sabê-lo possível. Ou tudo junto.

Também já sei que faz parte da cultura futebolística o engodo, o estelionato, mas acho exagerado isso se estender à posse de um título reconhecidamente inexistente. Por muito que a Rede Globo, com sua desmedida submissão à magnética declare ser hoje o dia do hexa, convém lembrar que a CBF, já há algum tempo, decidiu DEFINITIVAMENTE que o Campeão Brasileiro do ano de 1987 foi o Sport Recife, e não o Flamengo. Esta informação está disponível no site oficial da entidade http://www.cbf.com.br/seriea pra quem quiser ver.

Mas então. Contra tudo e contra todos, o fato é que hoje é dia de uma decisão emocionante pra gremistas, são-paulinos, palmeirenses e a turma rubra, flamengo e inter de POA. Que vença o que jogar o futebol mais bonito, porque pretendo assistir. Pra sofrer e pra curtir!

Segunda-feira, Novembro 30, 2009



Conforme dispersos tweets, reafirmo aqui no blog meu amor á primeira vista por A Dança dos Deuses, de Hilário Franco Júnior, Companhia das Letras. Acabei de lê-lo e inclusive já mandei um e-mail pro autor, vocês que me conhecem sabem que eu não me contenho mesmo.

Mas há duas semanas, no concurso do TRT, a prova de português trouxe um texto tão interessante sobre futebol que eu, ex-atleticana, quase Vasco, ex-sem-nunca-ter-sido flamenguista fiquei maravilhada. Quase perdi o foco da prova para raspar até a última colherada do Danoninho que aquele breve excerto trazia. Na ânsia por saber mais, encomendei direto o livro na Vozes, e passei o fim-de-semana por conta dele.

Dentre as muitas revelações sobre mim mesma, a obra de Franco Jr. me conquistou por ser um livro todo feito de respostas. O que pode ser melhor do que um livro que te explica, com as suas próprias palavras, tudo aquilo que você "já sabia, mas não sabia explicar"? Descobri por que, num dia deserto de 1996, carente de um sentimento de pertença a uma família muito tradicional, eu comprei uma camisa do Galo e inventei de ser atleticana. E por que, anos mais tarde, minha torcida se revelou tão vazia de sentido. Entendi a minha repulsa pelo Framengo, apesar de adorar meu pai, meu avô e até o Zico, e todas as analogias dos ritos futebolísticos com a guerra, as festas, até a religião. Acreditam que até as dolorosíssimas injustiças do futebol têm uma importância fundamental para o sucesso do esporte?

Compreendi, enfim, a razão de mais coisas do que eu supunha, através da análise riquíssima e muito bem articulada do ilustrado dono da obra, um renomado estudioso da história medieval.

Sempre curti esse despertar que certos conhecimentos trazem, e fico muito feliz quando eles chegam a mim de uma maneira tão prazerosa. De modos que recomendo a vocês essa leitura, com aquela ponta de inveja de quem desejava não haver ainda atingido uma alegria só para poder usufruir da certeza de sua proximidade. Leiam, dêem de presente a quem curta ou não futebol, e depois me contem se depois da última página vocês continuam os mesmos.

Terça-feira, Novembro 24, 2009



Hjemme

Não adianta, enquanto eu não for celebridade a Caras jamais porá os pés aqui em casa para fotografar meu nicho. Como não está nos meus projetos uma fama intermunicipal, faço eu mesma as cenas, pra quem ainda não conhece o meu melhor lugar do mundo. E pra eu me lembrar quando tiver que mudar desse apartamentinho fofo.

Bem-vindos. Minha sala, que eu fiz inspirada na cozinha da minha mãe sueca. Toda casa na escandinávia, seja ela luxo ou plebe, tem sempre uma mesa de jantar como essa: três cadeiras e um banco num dos lados. E uma janela cheia de penduricalhos.



Meu painel de imagens. Não gosto de fotografias de gente em quadros, prefiro porta-retratos discretos, onde se pode ver um de cada vez. Fiz um mix de fotografias de um livro de receitas alemão com postcards antigos, com motivos de gatos. É olhando pra ele que eu contra-ataco qualquer ameaça de pânico.



O cantinho da poesia: aqui, além da cascatinha de água (filtrada, que é onde a Nala bebe) guardo meus livros da Adélia e Clarice, e as agendas da Tribo.



Meu computador! Bagunçada a estante, né? Prometo arrumar, logo, logo. Prometo.



Detalhe da parede da sala. Esses bate-mãos eu comprei numa loja de departamentos em Växjö, em 1998. Os livros, na ICA. A mini-cestinha de piquenique é presente da Anna.

Faltam uns detalhinhos, depois eu volto pra postar. Por enquanto, deixo vocês com a mais espetacularmente linda foto que eu já tirei da Nala (na verdade esse click foi do Rodrigo). Boa terça pra todo mundo:*

Quarta-feira, Novembro 18, 2009



Fui, ontem à noite, assistir a Besouro. Com toda a honestidade, já não fui com a melhor das boas vontades: estava cansada depois de um dia inteiro andando, resolvendo pepinos de fim de ano. E de mais a mais, odeio cinema, fico numa impaciência febril pra sair daquele escuro. Mas a inédita possibilidade de assistir a um filme onde o brasileiro é herói, e não bandido ou coitadinho da seca, me fez tomar uma ducha rápida, vestir um jeans e um casaquinho e descer pro Palace.

Pois é, ainda não foi desta vez que nos livramos da pecha de ou algozes, ou vítimas, ou definitivamente-incapazes-de-ser-qualquer-outra-coisa . Besouro é de uma pobreza cinematográfica tão grande que cheguei a comentar com o grande Itaboray, no twitter: "parece que gravaram as cenas, jogaram pro alto e editaram do jeito que caiu".

Aff, nem sei por onde começar a dedar os defeitos. Talvez pelo início, que até prometia alguma emoção: a cena arquetípica do nascimento do herói, com o velho sábio transmitindo conhecimentos às crianças. Ainda nos minutos iniciais, a morte desse velho líder pelas forças malignas da Casa-Grande, durante um vacilo do Besouro, que leva a culpa pela fatalidade. Pra quem assistiu O Rei Leão, uma ligeira sensação de dejá-vu.

A partir daí, a desorganização. Cenas que mentalizamos nas aulas de história, negros humilhados por brancos, tá bem, tá bem, tá bem, já nos situamos. Não precisava voltar a elas a cada seis quadros, como quem interrompe uma fala para repetir o que acabou de dizer lá atrás. Enquadramentos trêmulos, cenas escuras, excesso de sépia, tudo poderia ser relevado caso se tratasse de uma narrativa linear, interessante, e - principalmente - se houvesse de fato uma história a ser contada. Não havia. Porque entre o mito e a verdadeira biografia do tal Besouro, não se aproveitou nada.

Realmente, faltam ao ex-escravo baiano todos os requisitos essenciais a um herói: Besouro era frio, introspectivo, e vivia isolado, no mato, cultivando ódio. Não defendia ninguém. Não difundiu a capoeira como arte, como eu imaginava que houvesse feito, nem tampouco a transmitiu aos irmãos de sangue, como forma de autodefesa. Quando sabotava o maquinário da fazenda fazia-o na calada da noite, à la Saci-Pererê, deixando a culpa recair sobre os colegas inocentes. De quebra, traiu o amigo de infância roubando-lhe a namoradinha. Tinha, é verdade, grande talento como capoeirista, mas também! Com as costas largas de Exu!

Some-se a um personagem central hostil a atuação insossa de um ator iniciante (que se eu vir de novo, não sei quem é), e inúmeras cenas absolutamente desconectadas do resto da história (numa delas, um homem aparece sentado, mexendo uma xícara de café, sem mais). O resultado é uma massaroca de efeitos especiais de combate entremeada de pasmaceira, e como pano de fundo, aquela pretensão irritante de "como foi admirável o Besouro de Mangangá". Admirável por quê? Porque voava. Capitão América já fez a mesma coisa de forma mais inspirada.

E como acaba? Com um jovem negro no papel do velho sábio lá de trás, tentando ensinar ao filho do recém-matado Besouro os segredos da arte capoeirista. Outro dejá-vu do Rei Leão? Muito obrigada, mas eu prefiro o original da Disney.


Saudade

Mentira que só existe em português. Saudade, em sueco, se chama saknad. Eles, por sua vez, se gabam de que a palavra lagom só existe lá. Que decepção quando eu lhes disse que, na minha língua, também existe um termo certo para definir aquilo que não é muito nem pouco: o marromenos.

Quanto papo furado. Estou, literalmente, enrolando vocês.

Porque é difícil falar sobre o que eu vim falar aqui. A morte.

Não se recebe uma notícia dessas ainda com a boca amarela de manga, de uma manga tão enlouquecida de boa, lagom equilibrada entre o rijo e o macio, entre o doce e o azedinho. Mas foi justamente no momento em que eu refletia sobre o êxtase de se estar vivo e experimentar sabores como aquele que o telefone tocou. Minha mãe, com todo o tato e cuidado, sabendo a filha que tem, avisou que a Sílvia,nossa professora de geografia no Magister, havia morrido.

Como assim??? Impossível, eu disse. Morrer é uma impossibilidade lógica. Como assim, nunca mais poder provar manga nenhuma? Nem ir ao cabeleireiro, nem tirar os sapatos, nem fechar as janelas da casa, porque vai chover? Mentira, mãe, foi trote. Que foi que houve com ela, não sabem ainda? Eu não disse?? Nem sabem! Foi engano. Morrer não faz o menor sentido.

E é acreditando nisso que nosso cérebro trabalha, a todo vapor, quando confrontado com a grande farsa do "nunca mais": dando voltas e mais voltas, correndo atrás de memórias décadas afora, trazendo à tona detalhes do sorriso, do tom de voz. Lembrei, na hora, de quando ela punha os óculos de sol no alto da cabeça. Das broncas quando eu trazia o dever malfeito. Daquela vez em que ela cedeu a aula para que os coleguinhas me fizessem uma festa-surpresa de aniversário. Iluminaram-se cenas que eu não visitava desde que aconteceram, tudo pra provar por a+b que a minha professora está viva, só pode estar. Não estava sentada, cheia de anéis, fazendo chamada? Eu me lembro! Eu vi!

Imediatamente queremos ver fotografias, ouvir novamente detalhes da notícia, abrimos um rígido interrogatório para atestar nossa certeza de estarmos sendo enganados. Uma exigência urgente, inadiável, porque já começam a faltar forças às pernas (penso que são elas que se convencem primeiro). Sou obrigada a sentar, e começa uma longa noite de vigília. Me lembrei da última vez em que nos vimos e que gritei em plena rua "Silvinha!! amo você"!! sem parar pra conversar, porque tinha pressa, carregava duas sacolas pesadas, de abacaxi, para minha mãe. Por que não parei? Pelo menos fiz com que ela sorrisse, e se sentisse alegre. Minha declaração de amor era verdade mesmo.

Enfim, as lágrimas. Como as mãos ao alto, derradeiro gesto de quem assume a humilhante condição de rendido. Do cansaço vencido de insistir negando o que ouvimos, brota o choro mais sentido, a dor pra ser vivida na hora, dizem, pra não doer pra sempre.

No dia seguinte, a inumação, depois a missa de sétimo dia.

E enfim a vida voltando "ao normal".

Passado um certo tempo, não só nos convencemos definitivamente de que a morte aconteceu, como também a entendemos bastante sensata, muito natural. Já inserimos aquela figura querida no stand dos personagens "falecidos" em nosso mundo. Sem nos surpreendermos mais com isso, sentimos não mais revolta, não mais desespero, nenhuma culpa de estarmos vivos, assistindo uma borboleta pousar num tronco de árvore. Falamos nessa pessoa sem chorar, rimos de situações divertidas que vivemos juntas. De vez em quando, nasce uma criança, estréia um ótimo filme, uma tecnologia nova, e lamentamos que ela não esteja aqui para conhecê-los.

Passamos a sentir, apenas, a definitiva saudade.

Nesta foto, de 1994, a Silvinha clicada por mim no jardim do Magister. Queria levá-la na bagagem, no intercâmbio.

Sábado, Outubro 24, 2009


Passadinha rápida, antes de começar o expediente da noite, pra trazer um agradinho pra vocês.

Como disse aqui, no post passado, estou tombeé d'amour pelo Christian Pior, ou melhor, por Evandro Santo, o artista que veste aquele personagem hilário. Pois. Explorando o blog dele, agora de tarde, encontrei esse texto incrível que faço questão de publicar aqui, com os devidos créditos e homenagens, porque vai que ele resolve um dia deletar tudo o que postou!

Achei muuuuito bacana. Pra ler devagarzinho, de preferência com um drink bem gelado.

Vamos a ele:

"Eu pago mico!
Você paga mico!
Ele paga mico!
Ela paga mico!
Nós pagamos mico!

Somos riduculamente humanos , e temos o mesmo destino...

E no final, ela muita linda e elegante, vestida de preto, a Dona Morte Definitva da Silva Prasempre,vem nos buscar.

A morte ás vezes,não é nada educada, porque aparece sem avisar, assim do nada, sem fazer barulho ou alarde.
Detesto quando ela faz isto.

Mas , por outro lado, Dona Vida Pulsante Contraditória de Souza Divino , é tão TPM, tão doida, cada hora, ela nos leva para um lado e outro sem parar, sem nos dar tempo para pensar, alíás, ela vai que vai e temos que ir também.

Pensando nisto, chegay á algumas conclusões sobre o pouco que vivi e sei:

1-Voce aprende o tempo todo.
Voce aprende errando, aprende acertando, aprende pelo prazer, ou pela dor, basta estar aberto para as coisas que nos cercam.
As coisas vem e vão.
A vida é caótica!
E nem adianta reclamar, isto é que é o legal.

2-Muita gente vai te amar.
Muita gente vai te odiar.
Pouca gente vai te amar, mas muita gente vai te odiar.
Pouca gente vai te odiar, mas muita gente vai te amar.
E não temos controle sobre isto,sobre os sentimentos alheios.
Isto pode ser dolorido.
Isto pode ser reconfortante,porque no momento que você desencana de agradar a todos, agrada mais a si mesmo!
Claro que nesta vida, não se pode faltar gentileza, respeito pelo próximo e pelas diferenças, porque graças a Deus, este mundo tem várias verdades.
Viva as diferenças , principalmente as de preço em uma liquidação.

3-Risadas ,água ,livros, amigos ,viagens, café,chocolate ,ginástica , música, ah a música ,a comédia,são as coisas que não vivo sem,são coisas que me trazem felicidade...
E o que te traz felicidade?
Voce sabe?

4-Não seja um prostituta(o) na sua vida:
Trabalhe com o que você gosta!
No seu tempo livre, ande só com os amigos que você gosta,não faça média , se recuse a dividir uma mesa do almoço de domingo com quem você não gosta.
Você sabia que tempo livre vale mais que qualquer bolsa Hermes exclusiva?
Tempo livre e champanhe, os verdadeiros luxos da vida!

5-Não guarde mágoas, mas guarde dinheiro.
Brigue quando tiver que brigar, mas nem hesite em pedir desculpas, quando achar que tem que pedir.
Assuma sua inveja quando ela surgir, até para você entender o que está lhe faltando...
Sinta raiva ,mas sinta amor também, pois só sentindo um e outro é que você entenderá a diferençá entre os dois.

6-Nem tudo você pode conquistar, mas muita coisa voce pode conseguir.
É a vida, que muitas vezes não é justa, e não adianta julga-la, porque ela continuará igual, pois é maior que nós.
Na dúvida, compre uma bolsa ou um sapato novo, porque dão uma ajudinha na auto estima!

7-Ame e dê vexame, mas longe de mim, por favor!"

Querem mais? http://virgula.uol.com.br/blog/ovulando !

Delícia de sábado pra vocês. O meu - adivinha! Será aqui em casa estudando, com lasanha Sadia pro jantar! Quem não provou, por comprar que é uma maravilha, nem parece comida congelada!

Beijos e fui:*