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terça-feira, janeiro 16, 2018


Janeiro sendo, até aqui, uma delícia!

São 16 dias de revolução, desde o réveillon onde eu decidi: 2018 vai ser tudo, menos o ano do empurra. Queria tanto encerrar alguns ciclos, criar coragem de retomar outros, meter a mão na massa e começar coisas do zero, mas nunca conseguia liquidar completamente uma tarefa antes de iniciar a outra, e ia acumulando angústias, sufocamentos e descargas de stress que fustigavam meus nervos de segunda a segunda, já que os fins de semana também eram hora de trabalhar. Acho que ninguém, com o número de responsabilidades que eu tenho para assumir, consegue ser 100% eficiente em todas elas, mas como eu dependo desse boletim azul para viver em paz, tive que tomar uma providência.

Praticamente, passei 2017 inteiro sem coragem de resolver determinadas pendências porque elas implicavam em interromper o atendimento a emergências que tinham prioridade de tramitação. Nisso, as atividades físicas, a alimentação, o sono, e até exames de sangue ficaram sentadinhos na fila de espera, para o interesse público passar na frente. Mas como as necessidades de administração são inesgotáveis, e o sinal não fecha um minuto pra gente atravessar com segurança, pedi para o dearest Boss ever um cone de trânsito e bloqueei provisoriamente o tráfego com os oito dias de férias que não usufruí no ano passado.

Que maravilha que foi, gente! 

Nesse pouco mais de uma semana pude finalizar, com calma, um trabalho importante, tomei sol, mergulhei, fui ao Sport, fiz meus exames - que saíram perfeitos, aleluia - malhei, encomendei meus óculos de leitura e concluí os planos de férias deste ano!! Itália, sua linda, aqui vamos nós!!!

Também comprei material de estudo, organizei a casa, li livros que tava cobiçando há muito tempo, descansei, curti o silêncio e a tranquilidade lá de fora (podia durar, hein, que sonho), fiz bolo, gelatina, salada de frutas e comecei a tratar da pele. Finalmente!


Nada como a sensação de organização perfeita pra me dar segurança, equilíbrio e paz. Dependo dessa harmonia pra conseguir me conduzir bem na vida, e a locomotiva que puxa todos os demais vagões é, sem dúvida, a alimentação. Assim que 2018 nasceu eu tomei a resolução: chega de refrigerante, chocolate e fritura na minha vida. De preferência para o ano todo (exceto na Itália, per favore), mas se conseguisse só por um tempo já me faria um enorme bem. 

Fui à mercearia perto daqui de casa e comprei mel, açúcar mascavo, todas as frutas da época, chás saborosinhos e queijo branco, e me propus a trocar o lanche da tarde, que costumava ser cafezinho com alguma coisa doce, por torradinhas com geléia e chá. Troquei o sorvete da sobremesa por gelatina e o guaraná por suco de uva. A 16 dias do início dessa dieta, tenho a informar que tudo ficou melhor: o sono, a disposição, o humor, até a concentração nos estudos está mais viva. Nunca mais tive azia nem dor de estômago, e quase não vi a última menstruação passar, pois: nenhum sintoma de TPM. Nem aquele blues tradicional da pré-sangria, nada. Só um pouquinho de dor nas costas, que eu credito às muitas horas que passei sentada, finalizando um trabalho.

Daqui a pouco tem sauna e, amanhã, recomeço o trampo como outra Flávia. Vou fazer de tudo pra me segurar nas lancheirinhas caseiras e evitar, a todo custo, o salgadinho (até o assado), o pão de queijo, o café da repartição que não vale a pena mesmo, e o sorvetinho. E vou tentar ir e voltar a pé do trabalho: ser fit, agora, envolve sobretudo uma bela economia que está na hora de fazer, para a viagem. Quando penso que um envelope de gelatina custa 2 reais e faz seis taças, e que o Red Velvet da Kibon custa R$ 8.50 pra ainda me poluir por dentro, concluo que ficar saudável, durinha e com grana é bem mais negócio.

Ah, e o verão está super soft. Quase não tem feito aquele calor brutal da estação, os dias estão na maioria das vezes nublados e fresquinhos, e chove bem. 

Teve bem bom até aqui, e vai ficar melhor ainda. Daqui a pouco, chega o ano do cachorro no hosóscopo chinês, e, com ele, a promessa de um tempo mais doce, mais estável e mais amoroso pra todos nós ♥


segunda-feira, janeiro 01, 2018


Detoxicating - primeiro dia do ano

10:00h - Café da manhã normal com torradinha, queijo, granola, iogurte natural, suco de laranja, cerejas frescas e leite em pó (uma colherinha só, pra quebrar o ácido do iogurte).

12:30h - Laranja-lima.

15:00h - Almoço: gratinado de vegetais (receitinha ali embaixo) e suco de limão siciliano.

19:00h - Taça de salada de frutas com iogurte

21:00h - Chá de hibiscus com mel.



Esse gratinado é um prato que eu inventei no 1 de janeiro de um dos melhores anos da minha vida, 2011. Estava uma chuva incessante, e eu em casa profundamente feliz, assistindo à posse da Dilma e anotando compromissos na agenda. Vamos à receitinha, que depura qualquer excesso, limpa, nutre, alimenta e é muito muito gostosa: vai uma batata-doce grande, dois inhames médios, meia moranga, um alho-poró, duas xícaras de queijo branco em cubos, molho shoyu e um maço de manjericão. Lave e corte os vegetais em pedacinhos, forre o fundo de uma travessa com azeite e coloque o alho-poró por baixo, pra dourar primeiro. Disponha o resto dos ingredientes, exceto o manjericão, regue com shoyu e coloque para assar em fogo bem baixinho por uma hora coberto com papel laminado. Quando a batata-doce estiver macia, retire o laminado e aumente a temperatura, pra dar uma leve queimadinha nas beiradas. Retire, salpique o manjericão fresco por cima e aproveite, acompanhado de limonada feita com limão siciliano e canela ♥

Além de saudável e gostoso, pode-se creditar a ele a maior sorte. Que ano bom que foi pra mim, pro Brasil, pro mundo.



domingo, dezembro 31, 2017


E a despedida de 2017 vai com essa fotinho, que ilustra bem quem mandou e desmandou neste ano tão tenso, suado, aflitivo, mas profundamente feliz. 

Obrigada, 2017, por uma Olívia e um Gabriel perfeitinhos, saudáveis, espertos e alegres!

Sofri demais com a carga pesada dos retrocessos de direitos, com o avanço incontido do golpe, com a insegurança jurídica, com a quase nenhuma evolução patrimonial. Mas o que ganhei foi suficiente pra pagar as contas, fazer uma viagem que eu queria há muito tempo com minha mãe e minha irmã, e, é claro, ir a São Paulo diversas vezes ver minhas joiazinhas. Então foda-se o resto.

Pela primeira vez eu briguei com amigas que eu amo, em todos os casos involuntariamente, em todos os casos com grave comprometimento do meu coração que não suporta desarmonias, e com o receio maior de todos: o de as perder. Meu vô Felício dizia que imóveis a gente só compra, não vende; amizades pra mim são a mesma coisa: só quero estar cada vez mais próxima das que já tenho e, se possível, fazer mais. Nunca desfazer. Cada amiga é um universo relacional único, sendo eu uma Flávia diferente com cada uma delas, donde perdê-las significa perder, também, uma versão inteira de mim mesma que não se repete com mais ninguém. 

Tive uma dor fulminante no braço e dedo indicador direito, achei que nunca mais ia conseguir digitar na vida, mas passou.

Tive palpitações e crises nervosas, TPMs bravas, surtos de pânico com o barulho do entorno. Ainda que, volta e meia, eu receie estar enxugando gelo, tenho conseguido vencer esses vilões, mas ainda espero que me devolvam o que perdi no primeiro fim de semana nesta nova casa: meu lar. Depois daquele 11 de setembro, eu nunca mais voltei para o apartamento que tinha comprado um mês antes com tanta expectativa, com tanto carinho, com tamanho significado afetivo.

Mas foi mais um ano na SDS, mais um ano com o melhor chefe e com as melhores colegas de trabalho que eu poderia sonhar em ter. Que bom.

Algumas pessoas que eu amo de paixão estão com câncer. Vão sarar em 2018, tenho certeza.

Daqui a pouco, a família afetiva também aumenta: Martina está chegando!

O baby da Erika, talvez? 

O da Nandinha

Que venham quantos sobrinhos vierem: não tenho mais medo daquele amar até doer.

Feliz ano novo, flws!! ♥

domingo, dezembro 10, 2017


Desde 2010 eu não postava tão pouco aqui no Biju como fiz nesse velocirrápido e ambíguo 2017. Em parte por causa das muitas demandas de trabalho, que exigiram tanto da minha atividade de digitação; em parte pelos atropelos dos dias e noites engolidos por um vendaval de emergências, e em parte pelo cansaço mesmo de relatar certos aspectos da realidade, coisas que eu não vou querer levar na bagagem para 2018. Gosto de fazer deste espaço um concentrado dos melhores momentos da vida como ela se apresenta, não importa a quantidade de lixo tóxico do entorno. Enquanto houver uma hastezinha verde brotando de toda a lama, é dela que eu vou falar, é para ela que eu vou olhar, e é ela que vou deixar registrada aqui. 

Tem, também, as redes, que (ainda) me tomam mais tempo útil do que eu gostaria. Nem falo do nutritivo Twitter, que eu amo cada dia mais, que me regala com memes hilários e com notícias essenciais do jurismundo: falo do saturado Facebook, do narcisístico Instagrão - que, aliás, só comecei a usar neste ano, por insistência da Erika e da Lara.

Ah, amigas: nesse campo, foi um ano bem bom. Das que já tinha, fiquei mais próxima; ganhei novas, eliminei as que nunca foram. Fico feliz ao pensar que, se tivesse casado este ano, teria que dobrar o número de convidados, pra poder reunir todas as pessoas que eu amo hoje e que ainda não existiam na minha vida em 2012.

Fiz 40 anos, desde sempre a minha scary age, e a vida é em muitos aspectos tão parecida com a de 1992 que chego a rir dos pavores projecionais que eu sofria naquele tempo. Quanto tempo perdido com o medo do futuro, do desconhecido, da fome, da peste e da moléstia. Quando vejo que os piores acontecimentos da minha vida foram menos horríveis ao vivo do que no spoiler mental, sinto ao mesmo tempo um alívio e uma ansiedade para superar logo os receios existenciais que ainda me rondam o inconsciente, em alguns pesadelos.

Aliás.

Nesta noite, sonhei com um dique. Sonhos com água são, com perdão da falta de imaginação, divisores de águas na minha vida. Todas as grandes mudanças vieram depois de visões noturnas com rios, chuvas e quetais. Lembro, e já devo ter contado aqui, que na véspera de 01 de agosto, dia em que conheci o Rodrigo, sonhei que estava assistindo Romeu e Julieta no Cine Teatro Central, e que o palco abria num rio que vinha da Itália. Por ele rolavam pedras preciosas lindíssimas, e umas rochas gigantes meio assustadoras. 

Ontem, eu estava de novo na Itália, pelo cenário era Veneza. Eu tentava salvar uma amiga que aparentemente se afogava estendendo a mão, mas ela dizia não ser preciso, que só estava nadando. À tarde essa mesma amiga havia me escrevido que estava com câncer na tiróide, e vou ousar interpretar muito favoravelmente esse sonho como um clarividente sinal de que não, ela não está em risco de vida. Só nadando em águas perigosas.


Climaticamente, não tenho queixas deste maravilhoso ano, que teve um verão chuvosíssimo, um outono-inverno rigoroso e uma primavera predominantemente nublada e fresquinha. Ah, Juiz de Fora, eu tinha tanta saudade do seu frio! Da sua quietude, da sua paz chuviscante, do ritmo pacato e seguro dos seus dias sem sol. Você, no calor escaldante, revida os maus-tratos do tempo com fúria. Se despe da sua identidade, das suas referências, expõe a sua incompetência para ser carioca do brejo, por mais que seus clubes e piscinas tentem reproduzir a atmosfera de pertencimento e de composição que o calor tem, no Rio de Janeiro. Não, meu amor. Eu, que sou um pedaço de você, sei que sua praia é outra. 

E com a chuva veio a hidratação do verde, e com as fortes cores das árvores do Museu, o reflorestamento do silêncio tão brutalmente desmatado, no ano passado. Graças a muito esforço e muito empenho, e a muita sorte e ajuda de pessoas que vou amar para sempre, são cada vez menos episódios de perturbação do sossego, cada vez mais segurança e cada vez mais raízes no lar que só agora começo a reconhecer como meu lugar no mundo.

Foi o ano em que motivos japoneses estiveram em alta na minha preferência estética. O ano em que retomei duas paixões de 20 anos atrás: a música da Loreena McKennit e o restaurante Vida e Saúde. Também me apaixonei pelo Maurício Arruda e pelo Michel Melamed, pelo churrasquinho de rua, pela paleta mexicana e pelo suco de uva. Voltei a fazer pão em casa, comi pouco chocolate e decidi, depois de muita patrulha do marido, abolir a Coca-Cola. 

Praticamente não malhei, mas ah, ano que vem.

Viajei pouco, mas foram viagens de sonho, e aaaah ano que vem.

Olívia e Gabriel nasceram e tudo melhorou 900%. 

Trágico, mesmo, só o governo federal, mas há rumores de que tá pra haver um despertar de todo esse pesadelo.

Cada vez menos apreensão.

Cada vez mais, um otimismo em bases sólidas.

De 2018 não tenho nenhum medo. 


domingo, novembro 26, 2017


Checklist - para esperar 2018

* Agenda nova
* Aula de dança
* Check-up geral de saúde
* Organizar agenda
* Combinar férias com o Boss
* Preparar o café de Natal para os amigos
* Encomendar ceia de Réveillon (vai ser aqui em casa!)
* Dieta detox de 1 semana 
* Jogo de lençóis todo branquinho para a primeira noite do ano
* Tratamento pro cabelo, pele e unhas na Lou
* Encher a casa de frutas da estação. Comer mais frutas, mais verdes, menos graxos, menos agressões ao fígado, ao sistema nervoso.

Só pra começar, claro. 2018 vai ser qualquer coisa, menos o prolongamento inerte de 2017.

sexta-feira, novembro 03, 2017


Acabou outubro. Alívio. 

Novembro começou silencioso, nublado, quieto, calmo. Minha cara. 

Feriado! Que bem-vinda pausa.

Hoje vou pra cozinha, preparar cupcakes de framboesa e pãezinhos de cardamomo para os amigos que vêm amanhã. 

Disso sou feita: de paz, de calmaria, de amor, de good vibes. Nada que destoe disso tem a ver comigo.

Nada fora da minha essência me compõe. Podem vir quantos ratos quiserem daquele porão, em sua sanha roedora, deformadora, parasitosa, infectológica. Não levam de mim a mais modesta migalha do bom queijo que fiz sozinha, da ordenha do leite à lixagem artesanal.

E ainda que consigam, por cochilo dos gatos, se esgueirar pela minha adega, nunca passarão de ratos. Bêbados, gordos e fartos do bom vinho, mas ainda assim, ratos. 

domingo, outubro 15, 2017


Penedo & Mauá ♥































AMO viajar com minha mãe e minha irmã. Quando conheci Penedo, em 2015, achei a cara delas e não sosseguei até conseguir levá-las lá. Desta vez, mammy quis ir a Visconde de Mauá também, e lá fomos nós subir a estrada mais íngreme e sinuosa das nossas vidas. Mas como valeu a pena. Que lugar lindo, silencioso, cheio de paz, de arte, de beleza, de inocência e de significado. Não fosse a iminência de chuva e o perigo de descer à noite por aquele caminho tão serpenteado, podíamos ter ficado mais tempo explorando a cidadela de uma rua só.

No mais, ficamos no Pequena Suécia, lugar onde eu fui tão feliz na vez passada, e pra onde quero voltar sempre, sempre que puder. Almoçamos num restaurante alemão bárbaro, compramos artesanatos lindinhos, chocolates, cervejas, andamos a cidade toda, eu e Rodrigo ainda fizemos sauna no domingo de manhã. Só não aguentamos, de novo, ficar acordados para o show de jazz, mas tenho tanta certeza que haverá próximas vezes que tá diboas. 

                                Bolinho japonês de arroz e feijão, que comprei na Liberdade

Agora, depois de tanto passeio, tanta diversão e tantos suspiros de leveza, é hora de pousar a nave na cabeceira da pista, porque amanhã é dia de decolagem! Hora de retomar a rotina disciplinada e produtiva que eu já não estava conseguindo levar com tanta correção, antes das férias. Foram só 15 dias, mas já me sinto outra. Pronta pra voltar ao treino matinal de segunda, quarta e sexta, ao trabalho na SDS e no escritório, com a Jose, à dieta mais saudável e caseira, livre dos excessos de rua.

Como tenho muito, mas muito trabalho meeeesmo pela frente, e pretendo voltar a estudar logo, vou começar pelo check-up geral no médico, fazer exame de sangue, e eventualmente mandar ver nas pílulas de vitaminas e energéticos naturais. Preciso me cuidar mais do que nunca. Semana que vem faço 40, e sem brincadeira nenhuma, jamais estive tão bem de saúde, de cabeça e de perspectiva como agora. Nunca me senti tão completa e tão feliz. Nunca tive tão poucos sonhos de consumo e tão imensos sonhos de autoaprimoramento. Me sinto contemplada em exagero pela sorte, ao constatar que tenho pai e mãe vivos e com saúde, irmãos felizes, sobrinhos espertinhos cheios de vitalidade, um casamento que só me dá alegria. Um trabalho foda que me realiza, que me permite dar o melhor de mim para ajudar os outros, que paga meus boletos e ainda sobra pras viagens. Amigos que são como irmãos, outros que são verdadeiras extensões do meu amor-próprio, como a Anna, a Lara e o Rapha. Lógico que eu poderia ter um pouco mais de dinheiro, de estabilidade e de silêncio, mas repare que eu peço mais daquilo que já tenho, e não o suprimento de uma inanição. Reaprendi a viajar e a curtir a vida fora dos limites que antes me davam pânico extrapolar. Já sei dizer nãos. A cada ano que passa tenho mais coragem de arriscar e menos medo. De tudo. 

E ainda tem Nala Ravindra pulando no meu colo, pra me lembrar que é hora do jantar ♥