Domingo, Janeiro 22, 2012


Janeiro bom-bando e o Bijunews ainda em 2011!! Que verguenza! Depois vocês não entendem por que eu não abro espaço para comentários aqui! a esta altura já era para estarem me esculachando muuuito, e com razão.

Mas olhem só: amanhã é que começa realmente o ano, pelo menos na China. A partir do dia 23, estamos com o Dragão, que como disse em algum lugar do passado, só é monstro para nós (e para a Disney). Na cultura oriental, ele puxa para o exótico, o poderoso, que traz inclusive muito boa sorte.

Novidades?

Caso em Maio. Demos entrada nos papéis sexta-feira, os dois de mochila e suados da academia. Fomos a sensação do cartório: eu lá sabia que para simplesmente encaminhar o pedido as pessoas se vestiam como no dia da festa?

O ponto mais emocionante de todos foi eu voltar correndo de outro cartório (o da autenticação dos docs) enquanto o Rodrigo ficava na fila da habilitação, e encontrar o formulário preenchido com meu nome de casada, na letrinha dele. Anotem aí: a esposa Biju passará a se chamar Flávia Martins Iasbeck Farany. Um sobrenome para combinar com a cara que dizem que eu tenho: na europa todo mundo pensava que eu era italiana.

Já era, mesmo, hora de renovar todos os documentos: o passaporte tá vencido desde 2004, a carteira de identidade é a mesma que eu tirei aos 16 anos, até a cédula da OAB tá pra prescrever. Acho bonito ter um nome grande, e mais bonito ainda ser chamada de Sra. Farany, por muito que isso soe machista, retrô, patriarcal. Acho romântico e sobretudo muito chic.

Se é pra sempre? Só depende da gente. Evviva!!


Sexta-feira, Dezembro 30, 2011


Foi assim: eu perdi tempo demais escolhendo um sapato e, no que saí de casa atrasada, me apaixonei à primeira vista.

Era 19 de Maio, tava frio e eu uma palhaça: de tamancos e conjuntinho de plush cor de cereja. Mas quem resolve ir à pedicure às 17h num Outono juizforano não pode reclamar da sorte. Desci bem deselegante o Largo do Riachuelo e, na esquina da Andradas com a Silva Jardim, começou a vida de uma outra Flávia.

Não sei o que foi, bonito o Gianecchini também é. Mas bastou aquele policial grandão passar de bicicleta por mim, sem me notar. Quando me virei para vê-lo já estava com ciúmes do seu destino, do seu casaco preto, do colega que pedalava ao lado.

Daí em diante, começou o desfile diário no mesmo point, eu sempre metida a besta, ele invariavelmente sério, com o rádio no ouvido. Quem sabe amanhã ele me via? Não, não via. E assim foi o mês de Junho. Até que, em Julho, ele sumiu da cidade e eu fiquei doida. Onde achar o cara sem nem saber o nome dele? Vou abordar outro PM fazendo mímica, descrevendo o furinho no queixo?

Meninos, vocês não sabem o que eu sofri. Andava a pé por Juiz de Fora inteira, pegava o carro da minha mãe pra rondar as madrugadas, entortei a rosa-dos-ventos, mas não o vi mais. Transferiram ele, eu pensava. Baixou, mudou de companhia, tombou numa troca de tiros.

Entrei em um por um dos postos da polícia, com cara de vira-lata.

Não perdia um boletim de ocorrência no escritório.

Passei um pente fino em todas as comunidades da Polícia Militar que achei no orkut.

Revirei perfis, fucei o Facebook. Tudo em vão.


Até que, numa madrugada, Santo Antônio teve pena da minha pobre alma apaixonada e eu encontrei um video da formatura dos soldados de 2007. Caindo de sono, dormente de frio, pus o youtube pra rodar. A um minuto e quinze segundos de filme, passou o sono, passou o pé formigando, ressussictei dos mortos: ele apareceu!! Voltei a cena trezentas vezes, tirei uma foto com a imagem pausada, e passei a andar com ela no celular. Entrei em contato com o cara que hospedava o video, e que fechou comigo: quando encontrar o cara, te apresento pra ele. Feliz da vida, corri pro blog e publiquei aquele post da menininha loira fazendo cara de eufórica.

Mas bem, o hospedeiro do video também sumiu. E sem me falar o inatingível nome do meu perseguido.

Estaca zero e bola pra frente, agora CHEGA!! mas não chegava, não chegava. Eu queria ele e ninguém mais servia, haja vista o bolo que dei num date antigo, faltando meia hora pro encontro (isso também contei aqui).

Até que numa segunda-feira brava, voltando do escritório, dou de cara com ele no centro da cidade. Me escondi numa loja, de tocaia, e liguei pra Lara: que que eu faço?? Não aguento mais andar por aí com esse cara na cabeça, amiga, me ajuda! "toma uma reta e vai falar com ele", ouvi da sapiência. Não tive coragem. Quando me virei, ele saiu.

Aí, cansada de tudo, sem medo de nada, quase que encenando um quadro no teatro, corri atrás da bike, abordei o sujeito e, à queima-roupa, mostrei a foto que trazia no celular. "Mas esse sou eu", ele falou. "Pois é, eu te amo", eu disse. "A propósito, qual é o seu nome?"

Desde então, nenhum dia se passou sem que nos víssemos. Uma semana depois, ele disse "eu te amo". No nosso segundo mês, tatuou meu nome no pulso. Pouco tempo depois, as alianças de noivado e a gente morando junto.

Essa é a história que eu queria contar pra todo mundo, mas principalmente para aqueles que não se ariscam, que temem demais, que não acreditam no que o surreal pode fazer se a gente, num gesto de gaiatice, deixar a vida acontecer da maneira menos recomendável pelos manuais da experiência. Tudo pode dar errado, mas ah, aquela ínfima possibilidade do sucesso inesperado.

Fiz tudo sem rascunho, de uma vez só, e trouxe pra mim e pro Rodrigo o tal do verdadeiro amor. Lindo, né?? Estou pensando seriamente em contar esse caso pra Glória Perez, rsrsrsrs!

Beijos, beijos e - já falei mas vou falar de novo - se joguem em 2012 que nem eu. Com paixão.


Feliz 2012, gente!!!

O ano em que eu vou:

* Casar com o Rodrigo

* Continuar malhando ferozmente, pra manter o peso entre 56,5 e 57,5 kg

* Investir tempo, estudo e bons gadgets operacionais no meu escritório de advocacia

* Estudar psicologia, artes, ciências. Um advogado que só conheça a lei e a doutrina não transcende o razoável

* Cuidar muito bem da casa nova, da Nala e da Samantha. Da farda do maridão, do lanchinho que ele leva pro trabalho, tenho um vibrante orgulho da minha feminilidade antiquada

* Tomar sol de manhã

* Comer fruta crua à tarde

* Fazer drenagem linfática à noite

* Seguir com minha não-dieta. A fórmula que me salvou da sanfonagem é velha conhecida de vocês: fazer um puta café-da-manhã, um almoço equilibrado e um lanche da tarde rico, mas que não passe das 19:30 h. Entrementes, dá-lhe fruta, papinha de neném, suco verde. Vez ou outra, barra de cereal e um punhado de amêndoas

* Me dedicar ao extremo ao Sport e à preservação da minha cidade. Eu e meu inseparável Flavinho

* Arranjar um tempo pra ver meus amigos, que já duvidam do meu amor

* Escrever pra vocês. A vida tem muito mais colorido quando é contada tintim por tintim.

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2011 foi o melhor ano que já vivi, contando os percalços. Nele, tudo foi arrojado, corajoso, atrevido. Destruí um por um dos castelinhos em que me escondia da vida real, e dei de cara com uma felicidade muito mais plena do que aquela outra, platônica.

O ano que acaba me ensinou que "e por que não?" é a pergunta mais importante de todas.

E que a resposta pra ela é o que menos interessa.

Não acredito em Deus, mas mesmo assim me sinto grata a ele. E não atravessaria o portal pra 2012 sem cumprir a promessa que fiz, de contar pra vocês uma historinha de fadas. Pra ela, dedico o próximo post na íntegra, me despedindo desde já com um beijo na bochecha desta lebre que correu comigo em alegres carreiradas de Janeiro a Dezembro. Boas vindas ao ano do dragão e que ele nos traga sua força, bravura, imponência e um quê de fantástico :)

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011


News da Biju: enfim consegui acabar a primeira arrumação da casa. Na foto aí em cima, minha cozinha (avisei que ela era kitsch)!

Digo primeira porque tenho certeza que ainda vou mexer muito na decoração original. Não é de cara que a gente capta o clima de um novo lar, ainda mais quando nele se vai começar uma família de espécies tão diferentes. Enquanto eu e Nala, as felinas, ainda estamos chegando aos poucos na casa nova, pisando com cuidado o chão que não tem memória de nós, Rodrigo e Samantha - os caninos - deitam e rolam, como se nunca tivessem vivido alhures. Que inveja.



Ainda não consegui fotografar os fugazes momentos de proximidade entre as irmãzinhas, mas para nosso alívio, elas parecem estar se dando bem. Por ora, já tá bom demais mostrarem a barriguinha uma pra outra e não disputarem território: enquanto uma fica de preguiça na casinha própria, outra se aboleta no quarto de hóspedes e dorme a sono solto.



Ah, pois é! quarto de hóspedes temático! A Paulinha é que vai gostar, já tou até vendo. Como desde criança o maridão queria ter em casa um quarto "só do Flu", e não se contraria um desejo acalentado com tanta paixão, meu coração botafoguense acabou se rendendo. Mas negociado está que seremos um casal ecumênico e que até torcerei parcialmente pro tricolor, com exceção dos jogos que estiverem na mira de algum caneco pro Glorioso.

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São os últimos dias de 2011, mas já estou na gestação do 2012 que vem chegando. Pensando a respeito, cheguei à conclusão de que foi por acaso que tive um 2009 e 2010 praticamente idênticos: fiquei quieta em mim porque o destino resolveu não me trazer surpresas nesse período, só isso.

A nós só cabe cuidar do que somos, o resto fica a cargo da vida.

É, aliás, tudo o que podemos fazer, já que não temos poder nenhum sobre os outros e muito menos pelo que de bom e de ruim sucederá a todos. Aparentemente, o ano que se aproxima será bem bom: nele, vou me casar apaixonada com um homem disposto a dividir o resto da vida comigo. Continuarei advogando, ofício da minha vocação, e farei das tripas coração para manter a rotina de treino intenso que me permite comemorar 57 quilos e 68 cm de cintura (yes, perdi mais dois!) aos 34 anos. Seguirei lutando por ideais que me deram trabalho em 2011, insistindo em alimentar a chama dos sonhos antigos e fazendo novos planos, sempre.

Mas o que, de fato, eu tenho garantido? Nada, naturalmente. Tudo pode dar certo, e tudo pode dar errado. Só está a meu alcance cultivar uma força interior capaz de vencer dificuldades surgidas do nada (ou de onde mais se espera).

Se a gente parar pra pensar, não é pouco poder dizer com segurança: eu posso contar comigo.

Beijos da dona-de-casa que, enquanto postava aqui, esperava a máquina bater roupa na área :)

Sábado, Dezembro 03, 2011



O caminhão de mudança lá embaixo me esperando mas eu não resisto a publicar o último post na Avenida dos Andradas: vim mostrar pra vocês uma fotinho do meu quarto novo, e espero que esteja lindo aos olhos dos meus leitorinhos :)

Mudo hoje, eu e o PM muito gato que eu cantei no Largo do Riachuelo no dia 1º de Agosto. Tamos casadinhos em Março do ano que vem, se Deus quiser. Ainda tou devendo a história de como eu o abordei pra vocês, né? Não esqueci não, vou contar tintim por tintim... assim que puser os móveis (e o trabalho do escritório) no lugar.

Me desejem saúde e equilíbrio, que boa sorte eu tenho sobrando pra compartilhar com vocês .

Fui! Volto ainda no Morro da Glória, mas agora diretamente da Rua dos Artistas :)

Domingo, Novembro 13, 2011

Pequenos detalhes, grandes efeitos


* Uma vistosa fruteira na mesa da sala, renovada semanalmente. Peça ao verdureiro que selecione um abacaxi bem doce, mas que ainda dure uma semana: é ele que enfeita e dá aquele toque tropical, alegre, no ambiente. A partir de Novembro, favor incluir dúzias de manga ubá, em nome de um fim de ano perfumadamente anunciado. E saborosíssimo.



* Nichos para livros! Por que condenar parceiros tão solidários à mesmice e ao isolamento de uma estante? Por que não fazer como Carrie Bradshaw, que arrumou um cantinho para os seus ao lado da cozinha, com escrivaninha e tudo? Amei, amei, amei e pretendo fazer o mesmo no meu apê novo :)


* Luz onde menos se espera. Por que sempre aquela de acender no teto, hein?



* Pra quem tem pets em casa: uma imagem de São Francisco de Assis. Mesmo que você não tenha gato nem cachorro, ou não seja religioso, vale a pena adornar a casa com o santo mais lúdico e alto-astral da igreja católica.




* Um vidro cheio de biscoitos num ponto estratégico da sua cozinha. Não me venha com esse papo de dieta: eles precisam ser mais bonitos que gostosos, e na sua vida de dona-de-casa elegante, servirão apenas como enfeite e delicadeza para o cafezinho das visitas. Acredite, dá pra se acostumar com isso (principalmente quando você tem disciplina, autoestima e um bom tênis de corrida de segunda a sábado).



*Uma chapelaria junto à porta. A minha eu vou fazer com bengala e tudo!

Domingo, Novembro 06, 2011


Que aperto no coração. Mas é a hora. Lembro a velhinha de Ensina-me a Viver: por que será que a gente sempre quer ficar mais um pouquinho?

Fui uma criança cigana, que migrava da minha mãe para minha avó, da minha avó para meus tios, sem conseguir ficar mais de um mês no mesmo ambiente. Aos 9 anos de idade pegava minha mochilinha e sumia, não porque eu gostasse de aventuras, mas é que por mais carinhosos e hospitaleiros que todos fossem, eu nunca me sentia em casa em lugar nenhum.


Meu lugar, meu ambiente, a sensação de finalmente ter um lar, eu só vivi quando mudei pra este quarto-e-sala aconchegantinho na Avenida dos Andradas. Nunca tive medo de dormir sozinha, nem de entrar ladrão, nem nada. Montei um espaço à prova de tudo e que, por cinco maravilhosos anos, me protegeu dos males do mundo com suprema competência. Este lugar foi o ninho onde me fortaleci o suficiente pra quebrar a casca e viver o que realmente nasci pra ser.

Me apeguei tão intensamente à paisagem da janela, de onde vejo o Sport. À padaria da esquina, aos gatinhos da rua em frente. Mas redijo isso enquanto, mentalmente, organizo o que vai comigo pro apartamento novo, para minha vida de mulher casada. Casada?? Levo um susto. Mas tá no pacote: eu vim pra cá pra expressar livremente a minha personalidade, como diria o mestre Rosenvald. Ela agora requer um espaço pra marido e filhos.

Então? Hora de deixar de ser nostálgica, de aceitar que, no mundo em constante movimento, o que não evolui está fadado a definhar.

Hora de tomar mil providências práticas, de sentir cheiro de tinta, tomar chá-de-cadeira de eletricista, bombeiro, rapaz da TV por assinatura, e torcendo o nariz pra cor do azulejo da cozinha nova (vou me vingar enchendo as paredes de pin-ups fazendo bolo, vocês vão ver). Pelo menos continuo aqui no Morro da Glória, até mais perto do meu verdureiro, do Museu, e ainda juntinho do clube, da linha do trem, coisas essenciais para quem tem o umbigo enterrado em Juiz de Fora.

Vai doer? Já tá doendo, e muito. Mas quero sair deste lugar feliz por cada dia perfeito que vivi aqui. Que a energia boa sob este teto sirva para transformar a vida de mais alguém!

Volto com as fotinhos da casa nova, assim que der. Por ora, um close dos noivinhos.

Domingo, Outubro 30, 2011


Um inventário indignado das coisinhas que eu amava e que saíram de linha sem que os SAC me fornecessem qualquer explicação. Secretamente, ainda cultivo a esperança de rever, nem que seja no paraíso:

* O Iogurte de limão light da Leco

* A lasanha de espinafre da Sadia

* A cera líquida Poliflor de mel de abelhas

* O guaraná Kuat Eko

* O Baton sabor doce de leite (esse é dos que mais me dói)

* O picolé de amendoim da Kibon

* O sabonete de leite de O Boticário. Lembram? O que tinha uma embalagem de vaquinha. Mas esse sempre foi um amor impossível, era edição limitada mesmo

* O suco Mais Laranja Caseira sem açúcar. Por que enfiaram aquele adoçante horrível??? Por que mudaram a embalagem?? Por que pegar algo que era perfeito e estragar desse jeito? Não, não me conformo

* A bisnaga de Leite Moça sabor chocolate

* O biscoito recheado sabor quindim da Bauducco (da Bauducco? não lembro ao certo. Mas que era delicioso, isso era)

* O Zambinos, obra-prima da Elma Chips. Aroma e saborzinho de infância bem vivida.