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domingo, outubro 15, 2017


Penedo & Mauá ♥































AMO viajar com minha mãe e minha irmã. Quando conheci Penedo, em 2015, achei a cara delas e não sosseguei até conseguir levá-las lá. Desta vez, mammy quis ir a Visconde de Mauá também, e lá fomos nós subir a estrada mais íngreme e sinuosa das nossas vidas. Mas como valeu a pena. Que lugar lindo, silencioso, cheio de paz, de arte, de beleza, de inocência e de significado. Não fosse a iminência de chuva e o perigo de descer à noite por aquele caminho tão serpenteado, podíamos ter ficado mais tempo explorando a cidadela de uma rua só.

No mais, ficamos no Pequena Suécia, lugar onde eu fui tão feliz na vez passada, e pra onde quero voltar sempre, sempre que puder. Almoçamos num restaurante alemão bárbaro, compramos artesanatos lindinhos, chocolates, cervejas, andamos a cidade toda, eu e Rodrigo ainda fizemos sauna no domingo de manhã. Só não aguentamos, de novo, ficar acordados para o show de jazz, mas tenho tanta certeza que haverá próximas vezes que tá diboas. 

                                Bolinho japonês de arroz e feijão, que comprei na Liberdade

Agora, depois de tanto passeio, tanta diversão e tantos suspiros de leveza, é hora de pousar a nave na cabeceira da pista, porque amanhã é dia de decolagem! Hora de retomar a rotina disciplinada e produtiva que eu já não estava conseguindo levar com tanta correção, antes das férias. Foram só 15 dias, mas já me sinto outra. Pronta pra voltar ao treino matinal de segunda, quarta e sexta, ao trabalho na SDS e no escritório, com a Jose, à dieta mais saudável e caseira, livre dos excessos de rua.

Como tenho muito, mas muito trabalho meeeesmo pela frente, e pretendo voltar a estudar logo, vou começar pelo check-up geral no médico, fazer exame de sangue, e eventualmente mandar ver nas pílulas de vitaminas e energéticos naturais. Preciso me cuidar mais do que nunca. Semana que vem faço 40, e sem brincadeira nenhuma, jamais estive tão bem de saúde, de cabeça e de perspectiva como agora. Nunca me senti tão completa e tão feliz. Nunca tive tão poucos sonhos de consumo e tão imensos sonhos de autoaprimoramento. Me sinto contemplada em exagero pela sorte, ao constatar que tenho pai e mãe vivos e com saúde, irmãos felizes, sobrinhos espertinhos cheios de vitalidade, um casamento que só me dá alegria. Um trabalho foda que me realiza, que me permite dar o melhor de mim para ajudar os outros, que paga meus boletos e ainda sobra pras viagens. Amigos que são como irmãos, outros que são verdadeiras extensões do meu amor-próprio, como a Anna, a Lara e o Rapha. Lógico que eu poderia ter um pouco mais de dinheiro, de estabilidade e de silêncio, mas repare que eu peço mais daquilo que já tenho, e não o suprimento de uma inanição. Reaprendi a viajar e a curtir a vida fora dos limites que antes me davam pânico extrapolar. Já sei dizer nãos. A cada ano que passa tenho mais coragem de arriscar e menos medo. De tudo. 

E ainda tem Nala Ravindra pulando no meu colo, pra me lembrar que é hora do jantar ♥


sábado, outubro 14, 2017


São Paulo!!!
































Férias maravilhosas que começaram no sábado passado, em Penedo, com Mammy e Nandinha. No domingo, fomos pra São Paulo, terra onde eu sou tão feliz, mas tão feliz, que jamais cogitei me mudar para lá.

Olívia. Gabriel. Meu irmão. Avenida Paulista. Liberdade. Teatro. Gopala Hari. MASP. Japão. Raridades. Jardins. Conjunto Nacional. Gulodices que não se repetem em mais nenhum lugar do mundo. 

Triste, mesmo, só fiquei em dois momentos: quando vim embora e quando visitei o teatro Eva Hertz, no interior da Livraria Cultura, onde o meu querido Flávio Gikovate gravava o Divã. A sensação de que nunca se deve deixar nada pra depois conduziu todos os demais dias de estadia naquela cidade mágica, da qual aproveitei tudo o que podia, cada minuto da sua cintilância, cada fungada nas dobrinhas cheirosas dos sobrinhos do meu coração. 

Tiquei montes de itens da lista #101em1001. Suspirei aliviada de ver que o prefake local não conseguiu destruir os painéis grafitados, e para a perfeição ser completa, não tive todos os desejos satisfeitos. Não vi o Evandro Santo na Augusta, nem a Milly, na portaria do Copan. Não encontrei a Clara, nem a Larissa. Tomei chuva, tomei sol, saí à noite, vivi plena e intensamente essa semana que me trouxe inspiração pra muitas outras ideias de futuro e de felicidade. 

Tem coisa pra acontecer pela frente, viu. Me aguardem.